O Reino Unido vai acolher 20.000 refugiados da Síria até 2020, anunciou esta segunda-feira o primeiro-ministro britânico, David Cameron. Ou seja, durante cinco anos. A Alemanha acolheu cerca de 12 mil pessoas num único fim de semana. França prontificou-se a receber 24 mil refugiados ao longo dos próximos dois anos.

Cameron cede assim à pressão, vinda inclusive do Presidente francês François Hollande, para intensificar o papel do seu país no alívio desta crise e não "fugir às suas responsabilidades" de solidariedade para com o resto da Europa no acolhimento dos refugiados. 

"É verdade que o Reino Unido não está no espaço Schengen e tem um determinado número de capacidades que são diferentes para a Europa. Mas isso não o exclui. E David Cameron disse isso a si mesmo - de fazer um esforço em termos de solidariedade"


Hoje, Cameron disse que o país vai responder pela sua "responsabilidade moral a este que é o "maior desafio" que os países europeus têm pela frente, afirmou, acrescentando que as crianças vulneráveis ​​e os órfãos serão a prioridade deste "esforço nacional".

Pediu ao Reino Unido para usar "cabeça" e o "coração" de forma a encontrar uma "resposta abrangente" para esta crise.

No Parlamento, o primeiro-ministro britânico disse que i sofrimento do povo sírio e de outros povos que tentam a sua sorte na Europa é " de partir o coração", cita a BBC. 

O Reino Unido tem, desde o início de 2014, um regime dedicado às realocação de pessoas vulneráveis, a quem é concedida protecção humanitária. Essas pessoas podem ficar no país durante cinco anos, têm o direito de trabalhar e aceder a fundos públicos. Depois desse período, têm de aplicar-se para se estabelecerem no Reino Unido.

Aos deputados, Cameron explicou que os critérios aplicados ao regime serão ampliados e que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados será responsável ​​por identificar e avaliar quem são, efetivamente, os mais necessitados.