O primeiro-ministro britânico, David Cameron, alertou para o eventual aumento do custo das hipotecas, em cerca de mil euros por ano, caso o Reino Unido vote no referendo a favor da saída da União Europeia, a chamada Brexit".

"Quase todos os especialistas consideram que vai haver um impacto imediato sobre a economia se abandonarmos a União Europeia [UE] e há um perigo claro e presente do aumento das taxas de hipoteca", disse o líder conservador ao jornal Mail on Sunday.

De acordo com a campanha a favor da permanência na UE, a análise do departamento do Tesouro do Reino Unido indica que a incerteza causada pela "Brexit" pode afetar as condições de crédito e impulsionar as taxas de juro ao crédito à habitação.

Segundo a agência Lusa, os dados do Tesouro indicam que as taxas de juro do crédito à habitação poderão aumentar de 1,5% para 2,2%, pelo que o pagamento mensal de um crédito médio poderá subir em cerca de 75 libras por mês (cerca de 95 euros), situando-se o aumento anual em cerca de 920 libras (cerca de 1.168 euros).

Além disso, quem comprasse a sua primeira casa pagaria cerca de 810 libras (1.028 euros) a mais por ano, o que dificultaria a entrada no mercado imobiliário no Reino Unido, segundo a campanha a favor da permanência na UE.

David Cameron é um dos grandes defensores do “não” à saída da Uniãi Europeia e já chegou mesmo a dizer que a saída pode representar até uma ameaça à segurança nacional.

Intenções de voto pela permanência em queda

Ontem, a agência Reuters noticiava mais uma sondagem que dava conta de uma diferença pouco significativa entre os britânicos a favor da permanência e os que defendem a saída da União Europeia.

De acordo com um inquérito online da empresa Opinium, feito a mais de dois mil adultos entre 31 de Maio e 3 de Junho, 43% das intenções de voto vão para a permanência, enquanto 41% defendem a saída. Os restantes 16% dos britânicos estão indecisos ou não quiseram falar.

O inquérito anterior dava 44% da percentagem das intenções de voto à permanência e 40% para a saída.