O passado mês de julho foi o mês mais quente da história desde que se começaram a recolher dados em 1880, divulgou esta quinta-feira a agência federal norte-americana para a Atmosfera e os Oceanos (NOAA, na sigla em Inglês). 
 
A temperatura média global do mês de julho foi de 61.86 graus Fahrenheit (16.61 graus Celsius), de acordo com a NOAA. A mesma agência indicou que os primeiros sete meses de 2015 também foram os mais quentes da história recente. 

Estas conclusões da agência norte-americana revelam uma tendência preocupante, uma vez que o planeta continua a aquecer devido à utilização de combustíveis fósseis. O anterior recorde tinha sido atingido em julho de 1998.
 
As altas temperaturas registadas em julho são responsáveis por catástrofes naturais, como uma onda de incêndios florestais no Ocidente. Nos Estados Unidos, estados como a Califórnia e Washington, sofreram com o problema, agravado ainda pelo estado de seca que assolou essas regiões.
 
O verão de 2015 bateu recordes de temperatura em todo o mundo, da América do Norte ao sul da Ásia, e superou até o do ano de 2003, em que uma onda de calor no mês de agosto provocou mais de 40 mil pessoas na Europa. Este ano, mais de duas mil pessoas já morreram em países como a Índia e o Paquistão. No continente europeu, Madrid e Londres estão entre as cidades que registam temperaturas recorde em 2015.
 
Os líderes mundiais vão reunir-se a 30 de novembro, em Paris, para tentar fechar um novo acordo climático que limitaria as emissões de co2 até 2020. Cientistas afirmam que, caso a situação não melhore, até o final do século as consequências poderão ser drásticas, como o aumento do nível do mar, ondas de calor e extinção de espécies animais.