O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assassinou 3.221 pessoas na Síria, desde que proclamou um califado neste país e no Iraque, no final de junho de 2014, indicou hoje uma organização não-governamental síria.

De acordo com a contagem do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres, pelo menos 1.879 das vítimas eram civis, incluindo 76 menores e 99 mulheres.

Na maioria dos casos, as vítimas do EI foram executadas a tiro, decapitadas, lapidadas, queimadas vivas ou lançadas de edifícios.

Recorde-se que recentemente, a França bombardeou, pela primeira vez, posições do Estado Islâmico na Síria, depois de duas semanas de preparativos, recolha de informações e voos de reconhecimento aéreo sobre a região.

A crise dos refugiados, em muito causada pelo medo das pessoas, em relação ao Estado Islâmico, parece não ter fim.

O próprio grupo terrorista já veio criticar os que "abandonam as terras do islão". Alertando que fugir do califado é um "pecado enorme" e um risco para os filhos e netos [de quem o faz], que podem trocar o Islão pelo cristianismo, ateísmo, ou liberalismo.

O problema na Síria, sem solução aparente, tem sido tema de conversas paralelas em Nova Iorque, entre os líderes mundiais que participaram na 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Até Vladimir Putin já admitiu realizar ataques aéreos na Síria, mas excluiu o envio de tropas terrestres.