
Arqueólogos da Universidade de Boston descobriram o calendário maia mais antigo desta civilização, na selva do Norte da Guatemala, segundo adianta uma publicação na revista «Science».
Em 2010, os investigadores descobriram uma casa dentro do complexo habitacional escondido na antiga cidade maia de Xultín. Nas paredes, encontraram pinturas que conseguiram agora finalmente decifrar: tratam-se dos ciclos da Lua, do Sol, de Vénus e Marte.
O calendário, datado de cerca do ano de 813 ou 814, traçava previsões para sete mil anos, contrariando a profecia maia segundo a qual o mundo acabaria em 2012.
Segundo explicou o astrónomo Anthoy Aveni, um dos autores da investigação, a descoberta prova que esta extinta civilização não previa um fim para os ciclos cósmicos.
Os arqueólogos garantem que cerca de 99,9 por cento de Xultún ainda está por explorar, abrindo caminho a novas descobertas sobre o povo maia.
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