Os investigadores da Indonésia afirmaram que não encontraram evidências de que o acidente com o avião da AirAsia esteja relacionado com o terrorismo, avança a Reuters.

De acordo com Andreas Hananto, a sua equipa de 10 investigadores do Comité de Segurança dos Transportes Nacionais não encontrou «ameaças» nas gravações do cockpit do voo QZ8501.

«Se fosse terrorismo, teria havido algum tipo de ameaça. Nesta situação crítica, as gravações revelam que o piloto estava ocupado a tentar manobrar o avião», afirmou Hananto.

Os investigadores ouviram «quase tudo» das gravações de uma das caixas negras recuperadas, mas apenas transcreveram metade.

«Não ouvimos mais nenhuma voz para além dos pilotos. Não ouvimos nenhuns barulhos de armas ou explosões. Por agora, baseado no que ouvimos, podemos eliminar a possibilidade de terrorismo», acrescentou Nurcahyo Utomo. De acordo com o investigador, também a hipótese de que o avião teria explodido foi colocada de parte.

«Até agora, partir dos dados de voo, é improvável que tenha havido uma explosão», disse Hananto, acrescentando que «se tivesse acontecido saberíamos por causa de certos parâmetros».

Os minutos finais do voo da AirAsia estavam cheios de «sons de máquinas e sons de aviso» que deverão ser filtrados para uma transcrição completa do que foi dito no cockpit.

A primeira metade das duas horas de gravações da caixa negra do cockpit foi transcrita, o que inclui o áudio do voo anterior e o início do voo QZ8501, que caiu 40 minutos depois da descolagem. Segundo Hananto, a equipa espera transcrever o áudio esta semana.