O principal procurador público do Egito, Hisham Barakat, morreu nesta segunda-feira, no Cairo, na sequência de um ataque bombista ao seu carro.
 
Segundo o ministro da Justiça, Ahmed al-Zind, em declarações à agência France Presse, Hisham Barakat não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer no hospital.
 
Os dois guarda-costas do procurador também ficaram feridos no ataque, bem como alguns civis que se encontravam no local, o bairro residencial de Heliopolis, nos subúrbios da capital, num total de nove vítimas.

A bomba terá sido detonada à passagem da caravana onde seguia o procurador, disse o responsável egípcio pela brigada de minas e armadilhas, Mohamed Gamal.
 
Hisham Barakat, que no passado recebeu várias ameaças de morte, levou milhares de apoiantes da proscrita Irmandade Muçulmana a julgamento desde a destituição do presidente Mohammed Morsi, em 2013, tendo muitos sido condenados à morte ou a prisão perpétua.

A autoria do atentado não foi ainda reivindicada, mas o braço do Estado Islâmico no Egito tem reclamado a onda de violência contra elementos da Justiça, do Exército e das forças de segurança após a morte de seis militantes condenados em tribunal.