O Ministério da Saúde egípcio afirmou neste sábado que pelo menos 20 pessoas morreram e 180 ficaram feridas nos confrontos das últimas horas entre partidários do deposto presidente Mohammed Mursi e a polícia no Cairo.

O porta-voz do ministério da Saúde, Khaled al-Khatib, assinalou que todas as vítimas se encontram em hospitais próximos à Praça de Rabea al Adauiya, onde os islamitas mantêm um acampamento.

A Irmandade Muçulmana, grupo que era liderado por Mursi até sua chegada à Presidência, informou que pelo menos 120 pessoas morreram e 4 mil ficaram feridas nos confrontos registrados no distrito de Cidade Nasser, situado na capital egípcia.

Há também registo de confrontos violentos em Alexandria, com pelo menos cinco mortos e mais de uma centena de feridos, a maioria dos quais com ferimentos de balas. Segundo a agência oficial MENA, a polícia egípcia deteve 53 apoiantes de Morsi que tinham em seu poder armas e cocktails Molotov.

Um dirigente da Irmandade Muçulmana acusou a polícia egípcia de ter matado a tiro 23 apoiantes do Presidente deposto Mohamed Morsi e de ter ferido centenas de outros, esta manhã, no Cairo. Em declarações à agência AFP, Murad Mohammed Ali, da Irmandade Muçulmana, disse que a polícia disparou fogo real contra manifestantes islamitas, matando 23 pessoas e ferindo mais de 600 outras.

Fonte da segurança não identificada citada pela agência oficial MENA nega que a polícia tenha aberto fogo real.