Uma tripulação de 13 homens experienciou a maior tempestade alguma vez registada no hemisfério ocidental como ninguém, ao pilotar três aviões até ao olho do Furacão Patrícia. O grupo, conhecido como “Caçadores de Furacões”, divulgou um vídeo na Internet que ilustra bem o perigo da missão.

Foi em nome da ciência que a tripulação da Administração Nacional do Oceano e da Atmosfera se juntou para recolher dados sobre o Furacão Patrícia. Uma aventura que valeu um vídeo, que foi partilhado no Facebook por um dos membros da tripulação e que já tem milhares de visualizações.

 
 

This video of our 1st eye wall penetration into Hurricane Patrica. The 1st two minutes is the approach and actual eye wall penetration, the next 2 minutes is in the actual eye of the storm and the last minute is our entry into the other side of the eye wall.

Posted by Joseph Diane Klippel on Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015


Como pode ver-se pelas imagens, esta não foi uma missão fácil. Patrick Didier, um dos pilotos, afirmou à ABC News que nunca tinha experienciado uma tempestade desta magnitude, durante as mais de 3.800 horas de voo que já executou desde o início da carreira.
 

“Foi a turbulência mais intensa que já senti. Alguns dos mais experientes do nosso grupo disseram que o Furacão Patrícia se aproximou dos cinco voos mais turbulentos que alguma vez tinham feito. Sentimos grandes solavancos, antes de entrarmos no olho e de sairmos do outro lado. Alguns dos teclados saltaram e os papéis andaram à solta pela cabine”.


Os ventos, na costa do México, chegaram a atingir 322 kms/h e apanharam de surpresa a tripulação, que acabou por penetrar três vezes na tempestade.
 

“Foi incrível ver [o furacão Patrícia] passar de uma área de interesse como tempestade tropical para um dos mais fortes furacões de sempre”, esclareceu o piloto, que apontou o “trabalho de equipa” como o fator essencial para o sucesso da missão e para ninguém ter corrido perigo de vida.