Um caçador alemão pagou 54 mil euros para matar o maior elefante alguma vez visto no Zimbabué. O elefante teria entre 40 e 60 anos e só os dentes pesariam mais de 50 quilos. O animal vivia no Parque Nacional de Gonarezhou, no Zimbabué, local onde foi morto, escreve o jornal britânico Telegraph.

Esta notícia surge três meses depois da morte do leão Cecil, o leão mais acarinhado do Zimbabué.
 
O alegado caçador, que a organização da caçada se recusou  a identificar, viajou para o Zimbabué com um ‘pacote’ de caça de 21 dias, onde estavam incluídos elefantes, leopardos, leões, búfalos e rinocerontes. 

De acordo com o jornal Telegraph, o orgulho demonstrado pelo alemão tem uma razão: é que este deveria ser um dos maiores elefantes em solo africano e foi, na estimativa dos especialistas, o maior elefante morto em mais de 30 anos.

O gestor de uma empresa de safaris fotográficos em Gonarezhou, Anthony Kaschula, publicou as fotografias da caçada no Facebook, e escreveu, citado pelo Telegraph, que “nós não temos nenhum controlo sobre a caça furtiva, mas temos controlo sobre a política de caça que deve reconhecer que animais como este têm mais valor vivos do que mortos.”
 


Especula-se que o elefante se chamava Nkombo, e que lhe foi colocada uma coleira para registar os seus movimentos por satélite no Parque Nacional Kruger, na África do Sul. Nkombo perdeu a sua coleira em 2014 e pensa-se agora que o elefante terá migrado para o Zimbabwe, onde teve o encontro fatal com o alemão que acabou por lhe tirar a vida. 

O caso está a gerar polémica um pouco por todo o mundo, especialmente no seio das organizações de proteção de vida animal.