A capacidade de investimento da Guiné Equatorial será uma «mais-valia» para as economias da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, considerou esta sexta-feira o ministro das Finanças moçambicano, Manuel Chang, em declarações à agência Lusa.

«Na linha do que temos defendido, achamos que os países da CPLP devem fazer investimentos nas economias dos outros Estados-membros, e a Guiné Equatorial tem a capacidade de fazer isso, portanto, será uma mais-valia para a nossa comunidade, sobretudo no setor das finanças», disse Manuel Chang.

Falando à margem da III Reunião dos Ministros das Finanças da CPLP, realizada em Maputo, Manuel Chang comentava a possibilidade de a Guiné Equatorial vir a integrar o espaço da comunidade lusófona enquanto membro de pleno direito.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, diz que a recomendação para a adesão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito na CPLP é um «grande passo» para a afirmação e desenvolvimento da comunidade lusófona.

Em declarações à agência Lusa, após o encerramento do Fórum Nacional de Saúde, que decorreu hoje na Cidade da Praia, José Maria Neves disse acreditar que, no futuro, as reformas políticas, económicas e sociais em curso, irão beneficiar a Guiné Equatorial e a própria Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).