Manal Kassem, uma noiva islâmica, interrompeu a cerimónia do dia mais importante da sua vida para juntar o ramo de noiva às muitas outras flores que homenageiam os reféns mortos no sequestro em Sidney, na Austrália.

De vestido branco e com os tradicionais hijab e véu, Manal chegou ao memorial, que não para de crescer, acompanhada do seu recente marido, Mahmod Homaisi.

Depois da tragédia de Martin Place, a noiva de  23 anos hesitou em seguir os planos que tinha para a sessão fotográfica na cidade, mas decidiu passar pelo memorial e prestar tributo às vítimas, quando largou o ramo de rosas brancas, a multidão de centenas de pessoas no local irrompeu em aplausos.

«Ela ia cancelar a sessão fotográfica porque não queria ser julgada, ao celebrar o próprio casamento com um lenço que aterroriza as pessoas», afirmou o organizador do casamento, Dina Kheir.

  «Ao invés, tornou uma prioridade visitar o local do memorial em primeiro lugar», acrescentou.