A Bulgária, a Roménia e a Sérvia ameaçaram este sábado fechar as suas fronteiras se os países da União Europeia (UE) deixaram de aceitar refugiados.

A decisão foi conhecida no âmbito da preparação de uma mini cimeira de líderes europeus sobre aquela que é considerada a pior crise de refugiados no continente desde a II Grande Guerra Mundial.

De acordo com o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borisov, os três países querem uma solução para a crise à escala europeia, mas não estão preparados para se tornar uma "zona tampão" para as dezenas de milhares de recém-chegados.

A reunião de líderes europeus de domingo para analisar a crise dos migrantes deve evitar um “desastre iminente” para os que tentam chegar ao norte da Europa através dos Balcãs, alertou a Amnistia Internacional.

Em comunicado, a organização de defesa dos direitos humanos sediada em Londres considera que os dirigentes dos países na principal rota seguida pelos migrantes nos Balcãs e na Europa Central “não podem deslocar-se para esta nova reunião em Bruxelas sem um plano de ação realizável que proteja as necessidades e direitos” daquelas pessoas.

A AI alerta que atualmente nos Balcãs se registam temperaturas abaixo de zero à noite e que muitos migrantes acampam ao ar livre de passagem pela Sérvia, Croácia, Eslovénia e Áustria.