O italiano Bruno Giovanni Lonati, o ex-resistente que reclamou ter executado o ditador Benito Mussolini em 1945, morreu no domingo, tendo o funeral decorrido esta segunda-feira, anunciaram as autoridades de Brescia, no norte de Itália.

Lonati, ex-resistente, cujo nome de guerra era “comandante Giacomo”, morreu no domingo, aos 94 anos, na casa onde residia depois de se ter reformado, referem os jornais locais, citados pela EFE.

O italiano publicou em 1994 um livro que contradizia a versão oficial da execução de Mussolini, e que mantinha que o ditador foi fuzilado no dia 28 de abril de 1945 por um pelotão da resistência italiana, depois de ter sido capturado no momento em que tentava refugiar-se na Suíça na companhia da amante, Clara Petacci.

Lonati contava que foi ele que apertou gatilho, seguindo a ordem dos serviços secretos britânicos. 

O objetivo desta operação seria recuperar as cartas secretas que Mussolini alegadamente teria trocado com Churchill, que o governo britânico não queria que fossem reveladas.