O tema é delicado para qualquer assistente de bordo. Como lidar com a morte de um passageiro durante uma viagem? A «BBC» realizou um documentário, que vai começar a ser emitido na próxima semana, chamado «A Very British Airline», onde se mostra todo o processo de treino pelo qual passam os candidatos, que querem pertencer à tripulação de bordo da companhia aérea britânica British Airways.

Segundo o jornal «The Independent», que levanta o véu sobre o trabalho, um dos avisos dados aos aspirantes a serem hospedeiros de bordo é: «Não escondam nenhum morto na casa de banho». Além de ser «um risco de segurança» é também «indigno».

Durante o curso, o tema é abordo e explicado aos futuros assistentes de bordo. «Esta é uma área cinzenta», mas nunca se esqueçam que «não podem colocar um passageiro morto na cada de banho. Mostra desrespeito e não tem cinto para podermos aterrar em segurança».

As limitações do espaço e o rigor mortis dos cadáveres são um problema. «Se o corpo escorregar, vai ficar no chão. Seria preciso desmontar o avião para retirar a pessoa», acrescenta uma das formadoras.

A mesma que admite que, antigamente, há muitos anos, os cadáveres «eram disfarçados» de «passageiros a dormir». Eram colocados no seu lugar, colocadas bebidas junto ao corpo e tapados os olhos com as vendas de dormir. «Isso já não acontece», garante.

Hoje em dia, sempre que for necessário sentar um passageiro que faleceu, este deve ser tapado com um cobertor até ao pescoço. A prática mais comum é mover o mesmo para um lugar «vazio» na primeira classe, mais espaçosa, ou então, para a «área de uso exclusivo da tripulação». Aí poderá ser deitado no chão e tapado de forma conveniente. A tripulação deve sempre ocultar dos outros passageiros, da melhor forma possível, o corpo.