Acredita-se que um cidadão francês esteja entre os militantes do Estado Islâmico, presentes no vídeo divulgado este domingo, onde se vê a decapitação de 15 soldados sírios e do refém norte-americano Peter Kassig.

«A análise [dos serviços de inteligência franceses] sugere que há uma probabilidade muito forte de um cidadão francês ter participado diretamente nestes atos abjetos», afirmou o ministro do Interior francês.


Segundo Bernard Cazeneuve, trata-se de um jovem de 22 anos, que foi para a Síria em agosto de 2013, de nome Maxime Hauchard.
 
 


A imprensa francesa afirma que o jovem, oriundo da região de Eure, no norte de França, é conhecido por Abou Abdallah Al-Faransi. Maxime converteu-se ao Islão aos 17 anos, e recebeu formação religiosa na Mauritânia. EAURITÂNIA.

Em julhodeu uma entrevista à BFM TV, onde relatou o quão fácil foi chegar à Síria, e confirmou a sua ligação ao Estado Islâmico.

Os serviços secretos franceses estão a tentar apurar o envolvimento de outro cidadão francês.

Até há pouco pensava-se que um outro ocidental aparecia no vídeo, a lado com «John», o único que surge de cara tapada no vídeo, identificado como o homem de sotaque britânico, que protagonizou as decapitações de dois norte-americanos e dois britânicos, e que volta a ameaçar o Ocidente.

Ahmed Muthana tinha afirmado ao jornal britânico «Daily Mail» que seu filho de 20 anos, Nasser Muthana, estudante de medicina, parecia ser um dos 16 jihadistas envolvidos no massacre, mas já desacreditou o seu testemunho.
 
«Não o vejo desde novembro de 2014, mas aquele não é o meu filho, o nariz é diferente», afirmou esta segunda-feira.