O presidente dos EUA, Barack Obama, respeita a decisão dos britânicos de quererem que o seu país saia da União Europeia e garante que a relação de Washington com Londres irá continuar.

"As pessoas do Reino Unido expressaram-se e respeitamos a sua decisão. O Reino Unido e a União Europeia continuarão a ser parceiros indispensáveis dos Estados Unidos".

"Mesmo quando começarem a negociação" do processo para sair, refere o comunicado da Casa Branca.

Em linha com Barack Obama, a candidata democrata Hillary Clinton diz que respeita a decisão do Reino Unido e defende que a primeira tarefa de todos é certificarem-se que a incerteza económica não tem consequências nefastas para as famílias trabalhadoras.
 

 

 
Já Donald Trump, pelo contrário, diz que o povo britânico conseguiu "recuperar o seu país", pelo que se congratulou claramente com o resultado.
 
A Reserva Federal norte-americana e o FMI reagiram quase ao mesmo tempo. O Fundo liderado por Christine Lagarde pede a clarificação de procedimentos e objetivos no processo de saída da União Europeia e garantindo que, como o BCE e o Banco de Inglaterra, está pronto para garantir liquidez no sistema financeiro.
 
Já o Tesouro norte-americano diz estar preparado, como o BCE e o Banco de Inglaterra, para fornecer liquidez, se necessário.
 

Rússia fica na sua

O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou as observações de David Cameron sobre a Rússia alegadamente receber bem o Brexit. Diz que o seu país não influenciou a votação que decorreu no Reino Unido. 
 
A partir do Usbequistão, onde esteve em visita oficial, Putin disse aos jornalistas que o resultado do referendo reflete a infelicidade da Grã-Bretanha com as migrações e com a segurança, bem como a insatisfação com a burocracia da UE.
 
Para Putin, o Brexit terá consequências positivas e negativas para a Rússia e para o mundo, uma situação que antecipa que seja corrigida num futuro próximo. Confia que o seu país é capaz de ajustar a política económica, se for preciso.