Depois dos britânicos terem decidido, no referendo desta quinta-feira, pela saída da União Europeia, Nigel Farage nega uma promessa que serviu de argumento durante a campanha do "Leave".

Em causa estão os 350 milhões de libras (cerca de 429 milhões de euros) que o Reino Unido envia para a Europa todas as semanas. Segundo o argumento utilizado, com a saída da UE, essa verba seria aplicada no sistema nacional de saúde britânico.

O líder do UKIP (Partido para a Independência do Reino Unido) negou ter feito tal promessa, em entrevista, esta sexta-feira, ao programa “Good Morning Britain” da cadeia televisiva ITV.

Esse foi um dos erros cometidos pela campanha do "Leave", disse Farage.

“Muita gente votou por isso”, frisou a jornalista, mas o líder do UKIP manteve que se tratou de um “erro”, mesmo quando foi questionado sobre a possibilidade de uma parte importante dos mais de 17 milhões de pessoas que votaram Brexit o terem feito por via dessa promessa.

Apesar de não ter assumido responsabilidades sobre a promessa do Brexit, Farage admitiu que os cerca de 10 mil milhões de libras anuais que vão para a UE poderão ser “aplicados no SNS, em escolas, ou qualquer outra coisa”.

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