Os senadores democratas que avaliam a nomeação para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos do juiz Brett Kavanaugh, escolhido pelo presidente Donald Trump, remeteram informações ao FBI sobre um suposto caso de assédio sexual do candidato.

A notícia foi avançada na quinta-feira pelo The New York Times, que cita a senadora Dianne Feinstein a afirmar ter encaminhado uma carta aos investigadores federais com informações relevantes sobre Kavanaugh, embora não tenha explicado o conteúdo da mesma.

Recebi informações de uma pessoa sobre a nomeação de Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal, essa pessoa pediu-me confidencialidade (...) e respeitei essa decisão, mas remeti esta questão às autoridades federais de investigação", disse a senadora, que se recusou a informar sobre o conteúdo da carta e o grau de relevância.

Segundo fontes citadas pelo jornal de Nova Iorque, a carta é sobre um caso de assédio sexual que supostamente envolveu Kavanaugh com uma mulher quando ambos estavam no ensino secundário.

Kavanaugh, que foi nomeado a 9 de julho por Trump, enfrentou as habituais audiências de confirmação perante um comité do qual Feinstein faz parte, sendo que o mesmo órgão deverá recomendar, ou não, na próxima semana, a sua aprovação como juiz do Supremo Tribunal.

Em última análise, será o próprio Senado - com uma pequena maioria conservadora - a decidir se Kavanaugh se tornará juiz do Supremo Tribunal, composto por nove juízes que assumem um posto vitalício.

A candidatura de Kavanaugh gerou grande preocupação nas fileiras progressistas, que temem a possibilidade de a nomeação deste juiz conservador resultar em retrocessos em direitos civis e, em última análise, para futuros equilíbrios no Supremo Tribunal dos Estados Unidos.