O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, afirmou que está preparado para assumir a Presidência do país se o 'impeachment' (impugnação) de Dilma Rousseff passar na Câmara dos Deputados e no Senado.

Se o destino me levar para essa função, e mais uma vez eu digo que eu devo aguardar os acontecimentos, é claro que estarei preparado porque o que pauta a minha atividade é exatamente o diálogo", referiu, em entrevista ao Estado de São Paulo divulgada na terça-feira à noite.

O político mostrou-se cauteloso nas respostas, porque a votação do 'impeachment' ainda não aconteceu, mas realçou que tem "uma vida pública já com muita experiência" e destacou o seu currículo.

Michel Temer afirmou que, se chegar à Presidência, pretende governar promovendo o diálogo entre todos os partidos e voltou a referir que manterá os programas sociais do Governo.

Quanto à possibilidade de permanecer no cargo de vice-presidente se o pedido de destituição da Presidente Dilma Rousseff for rejeitado, respondeu: “Se nada acontecer, tudo continuará como dantes, não é? Nada mudará”.

As declarações surgem um dia depois de ter sido divulgado que Michel Temer gravou o discurso que ia fazer após a aprovação do processo de destituição da presidente Dilma Rousseff.

Quarto maior partido na Câmara dos Deputados apoia ‘impeachment’

O Partido Progressista (PP), a quarta maior força política na Câmara dos Deputados brasileira, decidiu apoiar o 'impeachment' (impugnação) da Presidente Dilma Rousseff e sair do Governo.

A decisão foi tomada nesta terça-feira à noite, por ampla maioria, um dia depois de a comissão especial criada na Câmara dos Deputados ter aprovado o pedido do processo de impugnação, com 38 votos a favor e 27 contra.

O documento segue agora para o plenário, onde o PP conta com 47 deputados, e será votado no domingo.

A Câmara dos Deputados vota no próximo domingo o pedido de impeachment e, se for aprovado, segue para o Senado. Caso Dilma Rousseff seja afastada do cargo, Michel Temer assumirá temporariamente o cargo.