A Polícia Militar brasileira recorreu, esta quarta-feira, ao uso de gás lacrimogéneo para dispersar uma manifestação de professores no centro do Rio de Janeiro, uma das 12 sedes do Mundial de Futebol.

A marcha de protesto, em que participaram cerca de 300 professores, terminou com pelo menos um ferido, informou a Polícia Militar, dando conta que uma professora foi detida por «desobediência».

«É uma vergonha que numa cidade que vai receber o Mundial os professores precisem de fazer greve porque nem o presidente da câmara nem o governador prestam atenção às reivindicações», disse uma professora que participou no protesto.

Segundo a imprensa brasileira, os docentes da rede pública do Rio de Janeiro reivindicam, entre outros, atualizações salariais, a redução da carga horária de funcionários administrativos e uma carreira unificada.

Os professores aguardavam uma reunião com a Secretaria Municipal de Educação para negociar o rumo da paralisação iniciada há duas semanas, a qual foi considerada ilegal, na terça-feira, pela justiça.