Uma brasileira de 28 anos, que sobreviveu a um tiroteio onde morreram o seu marido e a filha de ambos, reconheceu o assassino da família quando este foi internado no mesmo hospital onde se encontra a recuperar e onde ficaram lado a lado, separados apenas por uma maca.

Segundo conta a «Folha de S. Paulo», o crime aconteceu numa paragem de autocarro, no sábado, em Mogi das Cruzes, no Estado brasileiro de São Paulo.

José Cosme de Barros, de 63 anos, a mulher Naircleide, de 28, e a filha de ambos, Julyana, de cinco anos, foram vistos a correr para uma paragem e a fazer sinal para o autocarro parar.

Segundo o relatório da polícia, um homem que estava na paragem perguntou se Naircleide era «fulana de tal» (as testemunhas não conseguiram referir qual foi o nome dito). A mulher disse que não e preparou-se para entrar no veículo com a filha. No entanto, o suspeito retirou uma arma da mochila.

O pai ainda conseguiu reagir, tendo travado uma luta com o assassino. A pistola caiu ao chão, mas foi o suspeito que a conseguiu agarrar, disparando duas vezes seguidas contra a cabeça da vítima, que teve morte imediata.

As testemunhas garantem que a mulher implorou ao homicida que não disparasse sobre a filha, mas este continuou. A menina não resistiu aos ferimentos e Naircleide, atingida três vezes pelas balas e ainda por golpes na cabeça, sobreviveu.

O assassino conseguiu fugir, mas ainda deixou para trás um boné e uma mochila.

De acordo com a polícia, o suspeito foi depois baleado na madrugada de domingo, já na cidade de Suzano, na mesma região, durante uma rixa numa casa de diversão noturna.

O alegado homicida foi levado para o mesmo hospital em que a vítima está internada e ela reconheceu-o.

Uma testemunha do crime na paragem de autocarro foi chamada ao hospital e também reconheceu o suspeito. As câmaras do local onde tudo aconteceu também mostram que o homem que está no hospital é semelhante ao assassino.

As autoridades não sabem qual o motivo do crime e investigam a possibilidade deste ter sido encomendado. A polícia também não sabe quem baleou o suspeito.