A Polícia Federal (PF) do Brasil iniciou esta sexta-feira a 27.ª fase da Operação Lava Jato, que investiga os casos de corrupção da petrolífera brasileira Petrobras, anunciou o Ministério Público.

Em causa está, nesta fase, a recolha de provas sobre um esquema de branqueamento de capitais a partir do Banco Schahin, que podem ter beneficiado o Partido dos Trabalhadores (PT), da Presidente Dilma Rousseff.

Batizada pelos agentes de Carbono 14, a operação cumpre desde o início da manhã mandados de prisões temporárias, ordens de busca e apreensão e conduções coercivas para investigar crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e branqueamento de dinheiro.

O Procurador do Ministério Público Federal (MPF) brasileiro Diogo Castor de Mattos disse entretanto que a corrupção na estatal petrolífera Petrobras e o esquema de compra de votos conhecido como "mensalão" ocorreram simultaneamente.

Se observar a época dos factos, esse esquema do ‘mensalão’ consistia em empréstimos fraudulentos junto do banco rural e do Banco BMG em troca de favores do Governo", afirmou o procurador, em conferência de imprensa.

Posteriormente, acrescentou, "as instituições financeiras eram agraciadas com algum favor do Governo federal".