A família de Eduardo Campos, o candidato do PSB (Partido Socialista Brasileiro) que morreu num acidente de aviação em agosto deste ano, pode incorrer num crime eleitoral e a viúva do candidato pode vir a ser punida. Renata Campos foi votar, acompanhada dos cinco filhos, e todos (incluindo o bebé) envergavam uma t-shirt amarela com o número 40, o número da candidatura de Marina Silva, a candidata que substituiu Eduardo Campos.

As camisolas ostentavam ainda uma fotografia de Eduardo Campos e a frase «Por Eduardo, por Pernambuco, pelo Brasil».

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (PRE) de Pernambuco, a lei é omissa em relação a casos como este. De acordo com a legislação eleitoral, «é permitida, no dia das eleições, a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos». Mas a lei proíbe a «aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado». 

O Brasil tem uma legislação eleitoral rígida. É proibido tirar fotografias ou filmar as urnas de voto e é proibido fazer propaganda ou sondagens à boca das urnas ou propaganda no dia das eleições. Este domingo, pelo menos 55 candidatos foram detidos por crimes relacionados com o ato eleitoral.