Um protesto contra a destituição de Dilma Rousseff com milhares de pessoas no centro de São Paulo, no Brasil, transformou-se, quarta-feira, num cenário de guerra, com episódios de vandalismo e gás lacrimogéneo lançado pela polícia.

Aquela que foi a primeira mulher a ser eleita Presidente do Brasil e a segunda pessoa neste cargo a enfrentar formalmente um processo de impeachment foi afastada do cargo, pondo fim a um processo de nove meses que dividiu o país com argumentos jurídicos e políticos.

No total, 61 dos 81 senadores votaram a favor do impeachment, 7 a mais que os 54 necessários para a destituição da presidente. Apenas 20 senadores votaram contra o impeachment. Michel Temer deixou, esta quarta-feira, de ser presidente interino e assumiu em pleno o cargo que era de Rousseff até 31 de dezembro de 2018.

A manifestação foi marcada nas redes sociais e começou por volta das 18:00 (22:00 em Lisboa) junto ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), para protestar contra a destituição de Dilma Rousseff, aprovada na quarta-feira no Senado brasileiro.

A concentração começou de forma pacífica, com os manifestantes a saírem da Avenida Paulista em direção à Rua da Consolação, onde se verificou então uma forte reação da polícia, que lançou dezenas de bombas de gás lacrimogéneo sobre os manifestantes. Os manifestantes responderam com fogueiras de lixo na Rua da Consolação, transformando a zona num cenário de guerra, como descreve a Lusa.