A polícia federal (PF) brasileira fez buscas a casa do ex-Presidente Lula da Silva, numa operação que decorre desde a madrugada desta sexta-feira e que visa outros pontos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Baía, segundo a imprensa brasileira.

As buscas, realizadas no âmbito da ‘Operação Lava Jato’, que começou em março de 2014 e investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de capitais, ocorre não só na casa de Lula da Silva em São Bernardo do Campo, cidade da região metropolitana de São Paulo, como noutras habitações.

Lula da Silva é alvo de um dos mandados de detenção e será obrigado a prestar esclarecimentos, segundo o delegado Igor Romário de Paula. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, também foi levado para interrogatório.

No total foram expedidos 44 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva, quando o suspeito é obrigado a submeter-se a interrogatório judicial.

O antigo governante é suspeito de ser proprietário de um apartamento em Guarajá, no estado de São Paulo, registado em nome da construtora OAS, envolvida no escândalo da Petrobras, e de uma propriedade rural no mesmo estado, onde foram feitas obras por empresas também ligadas ao caso da petrolífera estatal.

Manifestantes pró e anti-Lula entraram em confrontos depois da detenção do ex-presidente brasileiro, em frente ao prédio onde este mora. Segundo a imprensa brasileira, os dois grupos chegaram à Avenida Prestes Maia, em São Bernardo do Campo, depois de ter sido divulgada a 24.ª fase da Operação Lava-Jato. Registaram-se várias agressões e a Polícia Militar e a Guarda Civil foram chamadas a intervir.

Segundo a Globo, na segunda-feira, o procurador da República Deltan Dallagnol enviou uma manifestação à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, a pedir que a investigação em curso sobre propriedades atribuídas a Lula da Silva seja mantida dentro da 'Operação Lava Jato'.