O presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, faz esta segunda-feira uma visita oficial ao Brasil. A visita do polémico líder está, como não poderia deixar de ser, rodeada de polémica. Vários sectores da sociedade já manifestaram desconforto com a visita.

No domingo, antes mesmo da chegada de Ahmadinejad ao país, entidades ligadas à comunidade judaica, grupos religiosos, de defesa dos direitos humanos, de homossexuais e outras organizações realizaram vários protestos.

A vinda de Ahmadinejad ao Brasil também provocou críticas noutros países. Segundo a BBC, congressistas americanos chegaram mesmo a afirmar que receber Ahmadinejad é um erro.

Na véspera de assumir uma vaga rotativa no Conselho de Segurança da ONU e com a pretensão de conquistar um lugar permanente, o Brasil procura com as visitas dos líderes do Oriente Médio desempenhar um papel mais relevante nas grandes discussões internacionais.

Os críticos da visita de Ahmadinejad questionam o facto de o Brasil receber um líder tão polémico com honras de chefe de Estado e temem que o gesto possa deixar a impressão de que o Brasil concorda com as posições do presidente iraniano.

O governo brasileiro, porém, afirma que a política externa brasileira tem uma tradição de não intervir em assuntos internos de outros países.

Ahmadinejad ficará apenas um dia no Brasil. Depois, passará pela Venezuela e pela Bolívia, os seus aliados na América Latina. Antes de embarcar, Ahmadinejad divulgou uma carta em que pede que o Brasil fique «ao lado do povo iraniano» em questões nucleares.