O responsável pela estratégia digital da campanha do presidente dos Estados Unidos negou hoje ter sido “manipulado” pela Rússia de forma a beneficiar Donald Trump na campanha contra Hillary Clinton para as presidenciais de 2016.

Brad Parscale falava durante uma das suas participações em diversos painéis da Web Summit e foi questionado sobre a sua partilha de um ‘tweet’ de uma conta falsa do Partido Republicano do Tennesse.

“É uma questão do Twitter, eu não recebi dinheiro da Rússia”, sublinhou o responsável, acrescentado que “não há mais história por detrás” dos ‘re-tweets’.

Brad Parscale reforçou que faz “muitos ‘re-tweets’ e que “não há nada para além disso”.

“É mau que haja ‘troles’ russos e é má a implicação na Rússia na campanha, mas eu não posso fazer nada, nem posso voltar atrás no tempo”, acrescentou.

O responsável pela estratégia digital da campanha de Donald Trump concordou com que “se investigue tudo” de forma a perceber o que se passou e poder evitá-lo no futuro.

Brad Parscale foi ainda questionado sobre o anulamento do plano de saúde americano ‘Obamacare’ ao que respondeu que Trump “quer um sistema de saúde melhor” e, considerou, “estará terminado no final do ano”.

A Web Summit decorre até quinta-feira, no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.

Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal, participam 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil 'startups', 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.