Com o passar dos dias surgem novidades sobre o autor do ataque em Nice, que vitimou mais de 80 pessoas na última quinta-feira, 14 de julho, dia da Bastilha. Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de origem tunisina, é recordado como um homem solitário e pouco, ou nada, religioso.

Segundo o tio, Bouhlel não rezava, não respeitava o Ramadão, não ia à mesquita e comia carne de porco. Um conjunto de características totalmente adversas ao perfil de um muçulmano ou mesmo de um radical islâmico.

Dias antes do atentado, o franco-tunisino terá alugado o camião que utilizou para matar mais de 80 pessoas e ferir mais de duas centenas no Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses, em português). Mas foi no telemóvel que Bouhlel registou os ensaios que realizou pela marginal de Nice, enquanto preparava o ataque.

O canal francês TF1 revelou duas das “selfies” que o homem tirou junto e dentro do camião.

A imprensa internacional refere também que Bouhlel terá comprado uma pistola de calibre 7.65 e encomendado outro armamento. Informação que terá sido depreendida pelas mensagens recuperadas do telefone que os investigadores resgataram no apartamento do tunisino.

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Pelo telemóvel foi também possível ter acesso a mensagens enviadas e recebidas pelo homem entre as quais, uma em que se mostrava feliz por ter comprado uma pistola e questionava o destinatário sobre o fornecimento de outras armas que teria encomendado, noticia também a agência France Press que cita fontes ligadas ao inquérito.

Apesar do atentado ter sido reivindicado pelo Estado Islâmico, as autoridades francesas continuam a investigação sobre a relação entre Bouhlel e o grupo terrorista.