Pelo menos quatro pessoas morreram em várias explosões de bombas nas últimas 24 horas na Tailândia, na estância turística de Hua Hin e províncias do sul, de acordo com as autoridades do país.

Em Hua Hin, duas bombas explodiram esta sexta-feira de manhã, matando duas pessoas e ferindo mais de vinte, segundo um responsável pela administração local citado pela agência de notícias AFP.

Ainda segundo a AFP, houve mais duas explosões esta sexta-feira em Phuket, também um destino turístico balnear, e, ainda na quinta-feira, outras duas em Surat Thani e Trang.

Na noite desta quinta-feira, um duplo atentado fez um morto e nove feridos, entre os quais turistas, anunciou a polícia. 

A primeira bomba explodiu em frente a um 'pub'”, localizado na zona turística de Hua Hin, a duas horas de Banguecoque, mas ninguém ficou ferido."

A segunda explosão ocorreu a cerca de 50 metros, causando a morte a uma tailandesa e ferimentos em oito estrangeiros, incluindo dois holandeses, e num tailandês.

Os atentados ocorreram na véspera de um feriado nacional, o aniversário da rainha Sirikit, mulher do rei Bhumibol Adulayadej, de 88 anos, e que é o monarca há mais anos no poder, que se celebra na sexta-feira.

Os motivos para os atentado estão a ser investigados, bem como a identificação dos bombistas.

Os atentados e ataques na Tailândia são habituais no sul do país, devido a um conflito separatista que já matou mais de 6.500 pessoas desde 2004.

A Tailândia é neste momento governada por uma junta militar que tomou o poder em 2014, num golpe de Estado.

No fim de semana, foi aprovada em referendo a proposta de Constituição da junta militar.

O chefe da junta militar disse hoje que "as bombas querem semear o caos". Prayut Chan-O-Cha apelou à calma e disse não saber quem está por trás destes ataques.

O Governo português informou hoje que não tem conhecimento, até ao momento, de portugueses atingidos pelos ataques a bomba. De acordo com o gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, “até ao momento, não há informação de algum português envolvido nos incidentes na Tailândia”.