A Rússia acusou, nesta quarta-feira, a aviação belga, que faz parte da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos que combate o grupo extremista Estado Islâmico na Síria, de ter matado seis civis na sequência de bombardeamentos na região de Alepo.

Seis pessoas foram mortas e quatro outras ficaram feridas, com diferentes graus de gravidade, na sequência de um bombardeamento que destruiu as suas casas”, na madrugada de terça-feira na localidade de Khassadjek, na região de Alepo, segundo um comunicado do Ministério da Defesa russo.

“Os aviões russos e sírios não estavam presentes nessa zona. Mas os aviões da coligação internacional efetuaram missões na região. (…) Dois F-16 da aviação belga foram vistos nessa zona no momento” do bombardeamento, refere a mesma nota citada pela agência AFP.

Os aviões de combate da Rússia e da Síria pararam os bombardeamentos contra a cidade síria de Alepo a partir das 07:00 de terça-feira, dois dias antes da trégua humanitária prevista para quinta-feira, anunciou o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu.

Segundo o ministro, o objetivo da antecipação do cessar-fogo é permitir a entrada da ajuda humanitária para facilitar a saída de civis na quinta-feira, dia 20 de outubro.

Os bombardeamentos ficaram, assim, suspensos durante 48 horas.

Queremos separar os terroristas dos opositores e tirá-los de Alepo", justificou, então, o ministro, que espera que as nações que têm alguma influência sobre os rebeldes possam pressioná-los a cessar as hostilidades contra o regime neste período.

Para os Médicos Sem Fronteiras (MSF), a situação em Alepo é “dantesca”, pelo que “exigem a todos os países envolvidos no conflito e à comunidade internacional que os civis sejam respeitados e que se cumpra a lei humanitária internacional”.