O Partido dos Trabalhadores do Curdistão, PKK, reivindicou a autoria dos dois atentados que tiveram lugar esta segunda-feira, em Istambul, na Turquia. A explosão de um carro armadilhado junto a uma esquadra da polícia, em Sultanbeyli, e o assalto ao consulado dos EUA, algumas horas depois, fizeram quatro mortos e dez feridos. O governo turco respondeu, atacando os esconderijos do partido, no sul da Turquia.

Os ataques vêm na sequência do término do processo de paz entre as autoridades turcas e o PKK, que foi interrompido abruptamente no mês passado, quando o governo da Turquia proclamou uma “guerra sincronizada ao terror”. As autoridades informaram também que, para além dos bombardeamentos contra o Estado Islâmico na Síria, o combate se iria estender contra as bases do grupo curdo no norte do Iraque.

Esta terça-feira, a Força Aérea turca realizou uma série de raides contra esconderijos do PKK, em resposta aos ataques mortais de ontem. O governo afirmou em comunicado que “17 alvos foram atingidos com precisão na província de Hakkari”.

Entre as vítimas mortais dos atentados está um polícia e três membros do partido, considerado terrorista pela Turquia, União Europeia e pelos Estados Unidos.