A enfermeira indiana que estava em coma há 42 anos depois de ter sido violada no hospital de Bombaim onde trabalhava morreu nesta segunda-feira, segundo fonte hospitalar, citada pela agência Associated Press.
 
O caso de Aruna Shanbaug, que foi violada e estrangulada por um trabalhador, em 1973, ficando em estado vegetativo, espoletou o debate na Índia sobre a eutanásia, depois de um amigo da enfermeira ter levado uma petição ao Supremo Tribunal para que “terminassem com o sofrimento” da mulher, que tinha de ser alimentada por um tubo.
 
Durante mais de quatro décadas, a enfermeira esteve aos cuidados das colegas de profissão, que se revezavam para poder tomar conta dela. Viria a morrer na sequência de uma pneumonia, de acordo com o diretor hospitalar.