O papa Francisco recordou este domingo o bombardeamento nuclear contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, um facto que disse ser "um chamamento perene" da humanidade para que repudie a guerra e acabe com estas armas.

Na saudação dominical que hoje, que coincidiu com o septuagésimo aniversário do bombardeamento atómico norte-americano contra a cidade japonesa de Nagasaki, depois de ter recordado o ataque a Hiroshima na passada quinta-feira.

"Há setenta anos, a 6 e a 9 de agosto de 1945, ocorreram bombardeios atómicos tremendos em Hiroshima e Nagasaki. Depois de tanto tempo, este trágico evento suscita ainda horror e repulsa", disse o papa Francisco.


A cidade japonesa de Nagasaki assinalou hoje o 70.º aniversário do bombardeamento atómico, com uma cerimónia em que foi defendido o caráter pacifista da Constituição perante a reforma militar em curso promovida pelo Governo. 

Os sinos soaram às 11:02 (03:02 em Lisboa), hora em que foi lançada uma bomba atómica com núcleo de plutónio (batizada de “Fat man”) sobre a cidade portuária, durante um memorial realizado no Parque da Paz, em que participaram representantes dos governos central e local e de um universo de 76 países, bem como “hibakusha”, nome pelo qual são conhecidos no Japão os sobreviventes dos bombardeamentos atómicos. 

Os Estados Unidos lançaram o primeiro ataque nuclear da história sobre a cidade de Hiroshima a 6 de agosto de 1945. Uma segunda bomba atómica atingiria, somente três dias depois, Nagasaki. 

Apesar de mais potente que a "Little Boy", os efeitos da segunda bomba atómica fizeram-se sobretudo sentir no vale de Urakami. 

Cerca de 74.000 pessoas morreram na explosão, a somar a milhares de outras que perderem a vida nos anos seguintes devido aos efeitos da radiação.