O Governo cabo-verdiano admitiu a possibilidade da existência de elementos ligados às redes terroristas Boko Haram e AQUIM (Al-Qaeda no Magreb Islâmico) no arquipélago e que o crescimento da comunidade islâmica é um «fator de preocupação».

Segundo uma nota publicada no Boletim Oficial (BO), o país poderá estar a ser usado para trânsito, refúgio, recrutamento e treino de grupos terroristas e o crescimento da comunidade islâmica é um «fator de preocupação», na medida em que sempre existe a «possibilidade» de alguns aderirem e promoverem a ideologia radical.

«A situação geográfica e a fraca capacidade institucional de Cabo Verde no combate ao fenómeno, a manifesta invisibilidade do país nesta matéria, aliada a outros fatores de risco internos e externos, apresentam potenciais ameaças no que diz respeito à utilização do arquipélago para trânsito, refúgio, recrutamento e o próprio treinamento de grupos terroristas», lê-se no documento governamental.