O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, pediu aos Estados Unidos uma maior assistência no combate contra os extremistas do Boko Haram, noticia o «Wall Street Journal».

«Não estão a combater o ISIS? Por que é que não vêm para a Nigéria?», lançou Goodluck Jonathan ao jornal norte-americano, numa entrevista publicada na sexta-feira.

«Eles são nossos amigos. Se a Nigéria tem um problema, então, nós esperamos que os Estados Unidos venham e nos apoiem», afirmou ainda o presidente nigeriano.

Esta manhã, o exército nigeriano reagiu ao ataque do grupo extremista Boko Haram na Nigéria, para tomar a cidade de Gombe, capital do estado com o mesmo nome, disseram à agência Efe vizinhos da localidade.

Os fundamentalistas tentaram conquistar a cidade depois de tomarem os municípios de Dadinkow e Lubo, situados a cerca de 35 quilómetros da capital do estado.

«Toda a gente foi para casa ou escondeu-se. Estamos a ouvir disparos à distância e o ruído dos aviões», contou à agência espanhola um vizinho de Gombe, Abu Hassan.

Outros residentes disseram ter saído da cidade, perante a possibilidade de ser tomada pelos extremistas.

O Boko Haram já perpetrou outros ataques em Gombe. O último ocorreu há duas semanas, quando o grupo fez explodir um veículo armadilhado no parqueamento de um estádio em que o presidente do país, Goodluck Jonathan, acabava de proferir um discurso eleitoral.

Os islamistas também tentaram em duas ocasiões, em janeiro e fevereiro, tomar a capital do estado de Borno, Maiduguri, mas o exército conseguiu debelar a ofensiva.