Alexis Tsipras felicitou o Bloco de Esquerda, no Twitter, pelos resultados nas eleições legislativas deste domingo. 
 

"Parabéns pelos resultados essenciais nas eleições para a construção de uma Europa melhor, dando esperança às pessoas".


A mensagem do primeiro-ministro grego surge depois da porta-voz do Bloco, Catarina Martins, ter afirmado que este é "o melhor resultado de sempre" do Bloco de Esquerda, com "mais votos e mais mandatos do que nunca".

Depois do Bloco de Esquerda ter apoiado o Syriza nas eleições legislativas gregas, quer em janeiro, quer em setembro, foi a vez de Tsipras mostrar o seu apoio ao partido português. 

Em setembro, aquando as eleições antecipadas na Grécia, Marisa Matias, eurodeputada do Bloco, afirmou que a vitória do Syriza evitou "o pior cenário": o regresso à direita.

A presidente do Grupo da Esquerda Unitária (GUE) saudou, também esta segunda-feira, os “fortíssimos resultados” obtidos nas eleições legislativas de domingo em Portugal pelas forças políticas que integram aquela família política europeia, Bloco de Esquerda e CDU.

“Felicitamos os nossos amigos do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português (PCP) pelos seus fortíssimos resultados nas eleições legislativas em Portugal”, lê-se numa nota divulgada pela presidente do GUE, Gabi Zimmer, que sublinha o facto de o Bloco ter eleito 19 deputados e a CDU 17, num total de 230 assentos no parlamento, tendo assim as duas forças políticas em conjunto aumentado a sua representatividade parlamentar de 24 para 36 lugares.

“O Bloco de Esquerda e a CDU têm feito constantemente campanha contra a austeridade e em defesa dos direitos dos trabalhadores e de políticas sociais justas em Portugal, e os eleitores reconheceram isso”, observa.


Já as “forças conservadoras de direita”, sustenta o GUE, referindo-se à coligação PSD-CDS-PP, “obtiveram o seu pior resultado eleitoral nos últimos 30 anos”, o que significa que “a população portuguesa enviou um forte sinal contra as políticas de austeridade” implementadas pelo Governo.

Este domingo, coligação formada por PSD e CDS-PP venceu com 38,55% dos votos (o que representa 104 deputados), tendo perdido a maioria absoluta, e o PS foi o segundo partido mais votado, com 32,38% (85 deputados), estando ainda por atribuir quatro assentos na futura Assembleia da República, referentes aos círculos da emigração.

O Partido Socialista, de António Costa, manteve-se como a segunda força política no parlamento, com 85 deputados. Ainda estão por atribuir quatro mandatos, referentes aos círculos da emigração.