“Fui atirado pela força da explosão, seguramente uns 10 metros”, relata ao Le Parisien.

Momentos antes, tinha tido a oportunidade de olhar nos olhos do bombista suicida. Encontraram-se na casa de banho do restaurante e roçaram ombro com ombro: “pareceu-me suado e preocupado”. Depois, diz que viu um segundo indivíduo na parte exterior do restaurante, conta que o homem tinha o olhar fixo nele e “parecia desconfortável e suspeito”.

 

Momentos depois de ter desvalorizado estes sinais, estava prestes a começar a comer, quando aconteceu a primeira explosão.

 

“Vi o tipo explodir-se. Posso garantir que foi terrorismo e não uma explosão de gás ou uma bomba deixada ali. Parecia uma cena de guerra, como as que dão na televisão.”

Enquanto Bley ajudava uma senhora que tinha sido derrubada pela explosão a levantar-se, um segundo bombista fazia explodir-se. O filho estava na casa de banho do restaurante e só se apercebeu do barulho, mas viu o resultado da tragédia.

 

“Quando o meu filho saiu, olhou para o sítio onde eu estava eu não me viu, ele viu os corpos que explodiram, um braço… foi difícil. Ele viu corpos no chão.”

Bley ficou com problemas de audição, ferimentos numa perna e uma clavícula partida, na sequência das explosões. Mas as feridas maiores são as da alma.