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O mistério do Bigfoot está prestes a ser resolvido

Grupo de cientistas pede amostras relacionadas com a criatura e vai utilizar novas técnicas para analisar o ADN

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   |   2012-05-26 10:00

Bigfoot, Yeti, Abominável Homem das Neves. Ao longo de décadas, o mito sobre uma criatura gigante e peluda, meio homem, meio macaco, sobreviveu graças aos relatos de visualizações, a fotografias duvidosas e a histórias de raptos e sustos nas montanhas e florestas menos exploradas do planeta.

Mas agora o mistério está prestes a ser resolvido. Um grupo de investigadores da Universidade de Oxford e do Museu de Zoologia de Lausanne vai utilizar novas técnicas de ADN para analisar as amostras que foram recolhidas ao longo dos anos e determinar se, afinal, existe ou não uma espécie por desvendar.

O projeto foi anunciado esta semana e os investigadores europeus já começaram a receber amostras de sangue, de pelos e de outros itens supostamente mastigados pela criatura. O apelo estende-se a todos os que tiverem algo relacionado com o enigma, sejam museus, outros cientistas ou simplesmente crentes.

As análises vão decorrer durante meses e, quando os testes genéticos estiverem concluídos, o objetivo da equipa é compará-los com espécies já conhecidas. A confirmar-se um ADN desconhecido, a conclusão será: o Bigfoot existe.

Há, no entanto, quem já esteja cético à partida. David Frayer, professor de antropologia biológica na Universidade de Kansas, disse à AP que «nenhum cientista sério trata o Bigfoot como um projeto de pesquisa digno». O especialista recordou que já foram feitos testes a pelos que se pensavam pertencer à criatura e que, «afinal, eram de um bisonte».

Também há quem aplauda, pelo menos, a intenção de resolver o mistério. «Se o Bigfoot é real e alguém encontrou amostras do seu cabelo, os investigadores deverão ser capazes de dizer, a partir do ADN, se é realmente o Bigfoot. Acreditar que existe não é de loucos, mas as hipóteses são muito pequenas», afirmou Mark Thomas, professor de genética em Londres.

Bryan Sykes, um dos investigadores da Universidade de Oxford, defendeu o projeto com uma evidência: «Se não verificarmos, nunca iremos saber se existe ou não».

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