As autoridades francesas têm hoje em curso três investigações no laboratório onde estavam a ser realizados testes clínicos a pedido do laboratório português Bial que causou a morte cerebral a um voluntário e problemas neurológicos a outros quatro.

Polícias, mas também representantes da Agência Nacional de Segurança do Medicamento e do organismo de controlo interministerial o setor social francês estiveram no laboratório Biotrial de Rennes, onde foram realizados os testes a pedido do laboratório farmacêutico português.

A polícia tinha feito uma primeira ação na sexta-feira no centro de investigação deste laboratório.

Procura-se determinar se o acidente, inédito em França, se deveu a um erro de procedimento no ensaio ou se teve a ver com a molécula que estava a ser testada, supostamente para aliviar a dor e a ansiedade.

Os investigadores e os inspetores, “olhando para o modo como tudo aconteceu, tomam nota de todas as observações que foram feitas ao longo do estudo e tentam compreender (…) o que se pode ter passado e como se chegou a uma situação trágica”, explicou o presidente-executivo da Biotrial, François Peaucelle, numa conferência de imprensa.

Seis homens, entre os 28 e os 49 anos, que faziam parte de um grupo de 90 “voluntários sãos” foram hospitalizados em Rennes esta semana.

Um está em estado de morte cerebral e quatro sofrem de problemas neurológicos, embora o seu estado seja estável.

Um sexto foi hospitalizado por precaução, mas não apresenta problemas.