O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, anunciou esta quinta-feira que as autoridades francesas conseguiram evitar um novo atentado em Paris, cujo plano, segundo o governante, estava em "estado avançado". 

Um cidadão francês, suspeito de planear o atentado, foi detido pela polícia. A estação iTele avançou que o homem admitiu ter na sua posse "armas e explosivos".

Segundo o Le Parisien, o homem foi detido numa operação em Argenteuil, a 12 quilómetros do centro de Paris. As autoridades detiveram o suspeito no seu apartamento, num prédio deste bairro, que tinha sido evacuado ao final da tarde.

Outras casas do mesmo bairro também foram evacuadas pela polícia e todo o bairro foi selado por volta das 22:00 (21:00 em Lisboa).

As autoridades revistaram o apartamento para encontrar as armas e explosivos que o homem disse ter na sua posse.

Cazaneuve disse que a detenção foi o resultado "de uma operação inciada esta manhã".

Esta operação surge no seguimento de um interrogatório importante efetuado esta manhã pela Direção-Geral de Segurança Interna, que permitiu impedir um projeto de um atentado em França em estado avançado. O indivíduo interrogado, de nacionalidade francesa, é suspeito de estar envolvido neste projeto a um alto nível."

"Ele evoluiu no seio de uma rede terrorista que planeava atacar o nosso país. Esta detenção é fruto de uma investigação minuciosa, conduzida há várias semanas e que mobilizou meios de vigilância física e tecnicamente importantes, [e dependeu também] de uma cooperação estreita e constante entre serviços europeus", acrescentou Cazaneuve.

O ministro do Interior francês acrescentou que "não há indícios", ainda, que liguem este suspeito aos atentados de Bruxelas, nem aos de Paris.

Lembro que 75 indivíduos, com ligações a atividades terroristas, foram interrogados no nosso território desde o início de 2016. Estes interrogatórios deram lugar a 37 acusações formais e 28 encarceramentos. Neste momento, nenhum elemento tangível liga este projeto aos atentados de Paris e de Bruxelas. A investigação que está a decorrer vai estabelecer os contornos deste empreendimento criminoso e as eventuais cumplicidades."