
O jovem que alegava ter vivido durante cinco anos na floresta com o pai foi finalmente identificado pela polícia de Berlim. Afinal, «Ray» inventou a história toda.
O «Rapaz da Floresta» é Robin Van Helsum, um holandês de 20 anos, natural da cidade de Hengelo.
A família comunicou o seu desaparecimento em setembro, precisamente quando o jovem foi até à Câmara de Berlim pedir ajuda, porque não sabia quem era nem de onde vinha.
A polícia não o conseguiu identificar durante nove meses e resolveu finalmente divulgar duas fotografias. Foi através das imagens publicadas nos jornais que colegas de escola e a madrasta de Robin o reconheceram e contactaram as autoridades.
«Confrontámo-lo com as novas informações esta manhã e ele admitiu: ok, apanharam-me. Eu chamo-me Robin e inventei a história toda», disse o porta-voz da polícia de Berlim, Thomas Neuendorf, ouvido pelo «The Daily Telegraph».
Ao que parece, o jovem holandês viajou de comboio até Berlim, à procura de «uma nova vida». «Ele não esteve na floresta», constatou Thomas Neuendorf.
A 5 de setembro de 2011, o rapaz chegou à Câmara de Berlim e contou uma história alucinante. Segundo ele, que dizia chamar-se «Ray», quando a mãe «Doreen» morreu num acidente de carro, o pai decidiu que iam viver para a floresta. Quando o pai morreu, em agosto do ano passado, «Ray» teria enterrado o cadáver e caminhado cinco dias até à cidade alemã.
Apesar do esforço da polícia, que comparou análises de ADN com relatórios de pessoas desaparecidas e contou com a cooperação internacional da Interpol, não foi possível identificá-lo até agora, porque o holandês não tinha cadastro.
Robin Van Helsum poderá ser agora acusado de fraude. Durante os últimos nove meses, foi sustentado pelos serviços sociais alemães, «recebeu dinheiro, roupas, alojamento e educação». «E tudo porque nos mentiu...», acrescentou o porta-voz das autoridades.
A madrasta aparenta ser o único membro da família vivo e já falou com as autoridades. Robin é que não está interessado em voltar. «Ele é um adulto e isto é a Europa, por isso ele pode ficar em Berlim se quiser, mas não ficará mais à guarda do Estado alemão», concluiu o porta-voz.