O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou de forma irónica a seleção de futebol do Irão eliminada do Mundial da Rússia na sequência do jogo contra Portugal.

Na mensagem difundida através de um vídeo divulgado na rede social Twitter, Benjamin Natanyahu aparece com uma bola de futebol e dirige-se aos cidadãos iranianos referindo-se ao jogo contra a seleção portuguesa, disputado na segunda-feira.

Vocês imaginam o difícil que é evitar que (Cristiano) Ronaldo marque um golo?” pergunta o chefe do executivo de Israel acrescentando que a “equipa iraniana fez o impossível” referindo-se ao desempenho desportivo da seleção do Irão, país que considera “um perigo real” para os israelitas.

 

Na gravação, Netanyahu - que brinca com a bola e recorda que no passado jogou futebol - afirma em inglês que “a coragem que a seleção iraniana mostrou em campo” corresponde à “valentia” que a população iraniana mostra nas ruas do Irão.

Para o primeiro-ministro de Israel, o Irão tem muitos problemas como a contaminação atmosférica, escassez de água assim como gasta “milhões e milhões (de dólares) no terrorismo”.

“Podem imaginar o que aconteceria se o governo do Irão, em vez de gastar dinheiro na Síria, Iémen e em guerras desnecessárias no Médio Oriente, começasse a investir na solução dos problemas do próprio país?”, acrescenta o primeiro-ministro.

“A solução para todos esses problemas é o povo iraniano”, afirma Netanyahu desejando que um dia “a equipa de futebol do Irão venha a enfrentar Israel, em liberdade”.

“Nesse dia, todos seremos vencedores”, frisa.

Trata-se de um novo vídeo dirigido ao povo iraniano depois de uma mensagem que difundiu no princípio do mês de junho em que admitia colocar os recursos hídricos e de irrigação de Israel à disposição do Irão para combater a seca que se faz sentir no país.

Netanyahu considerou a própria mensagem como um convite “sem precedentes”.

Na mesma gravação, o primeiro-ministro recordou que os israelitas inventaram um sistema de rega que funciona por gotas e uma tecnologia que trata das plantas de forma “especifica e individual” tendo culpado o governo de Teerão “pelas dificuldades que a população tem de enfrentar”.