O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, saudou hoje a decisão da Guatemala de transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, como os Estados Unidos, e anteviu que outros países seguirão o exemplo.

Outros países reconhecerão Jerusalém [como capital de Israel] e irão anunciar a transferência de sua embaixada. Um segundo país fez isso e, repito, haverá outros, é apenas um começo e é importante”, disse o chefe do Governo israelita, num comunicado.

O Presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou no domingo que o país vai transferir a embaixada que tem em Telavive para Jerusalém.

A Guatemala é o primeiro país a declarar a transferência da sua representação diplomática para Jerusalém desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu a cidade como capital de Israel, no dia 06 de dezembro, e deu instruções para a mudança da embaixada norte-americana.

Os palestinianos já classificaram a decisão da Guatemala como um “ato vergonhoso e ilegal”.

“É um ato vergonhoso e ilegal que vai totalmente contra os sentimentos dos líderes das igrejas em Jerusalém" e da recente resolução, não vinculativa, da Assembleia-geral da ONU a condenar o reconhecimento dos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano, num comunicado.

A Guatemala foi um dos nove Estados-membros, dos 128,  que votaram contra a resolução. Estados Unidos, Israel, Honduras, Togo, Micronésia, Nauru, Palau e as ilhas Marshall foram os outros países que rejeitaram a resolução votada a 21 de dezembro.

Outros 35 países optaram pela abstenção. Entre estes constaram o Canadá, o México, a Argentina, mas também Estados-membros da União Europeia (UE), como foi o caso da Polónia, Hungria e da República Checa.

A resolução, sem caráter vinculativo, foi proposta pelo Iémen e pela Turquia, em nome de um grupo de países árabes e da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI).

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo.

Israel ocupa Jerusalém oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém oriental a capital de um desejado Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel.

Jerusalém é considerada uma cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos.