O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reivindicou uma «grande vitória» nas legislativas, depois de sondagens à boca das urnas darem um empate técnico com a lista de centro-esquerda União Sionista.

«Contra todas as probabilidades: Uma grande vitória para o Likud, uma grande vitória para o povo de Israel», escreveu Benjamim Netanyahu na sua conta no Twitter.
 
Mais de cinco milhões de israelitas votaram hoje nas legislativas antecipadas em Israel para decidir se o atual primeiro-ministro continua ou não na chefia do Governo, e escolher 120 deputados.

Segundo as sondagens realizadas à boca das urnas e divulgadas pela imprensa, o partido de direita do primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, e a lista de centro-esquerda do trabalhista Isaac Herzog estão com um empate técnico, com 27 lugares, cada um, no parlamento.

A Lista Árabe Comum, coligação de quatro partidos que representam a minoria árabe de Israel, converteu-se na terceira força política no parlamento, com a possibilidade de alcançar entre 12 e 13 lugares, segundo as mesmas sondagens.

A coligação árabe poderá ter um peso considerável na próxima legislatura, mas os analistas descartaram qualquer possibilidade de que façam parte do próximo Governo israelita.

O grande derrotado seria o partido ultra direitista Lugar Judeu, de Naftali Bennet, creditado com oito a nove lugares no futuro parlamento, abaixo inclusive do novo partido Kulanu, de centro direita, resultante de uma cisão no Likud preparada para estas eleições, que, com 10 lugares, converte-se no fiel da balança para a formação do governo.

Na parte de baixo das projeções aparecem os ultraortodoxos do Judaísmo Unido da Tora e do Shas, cada um com seis a sete lugares, os pacifistas do Meretz, com cinco, e os ultranacionalistas do Israel Beitenu, com cinco.

À luz destes resultados, o trabalhista Isaac Herzog disse hoje à noite que os resultados das eleições legislativas permitem-lhe ser o futuro primeiro-ministro de Israel.

«Vou fazer tudo para formar um verdadeiro governo social em Israel», disse aos seus apoiantes reunidos em Telavive.

Por sua vez, o líder do partido de centro-direita israelita Kulanu, Moshé Kahlon, considerado o grande vencedor das eleições de hoje, recusou-se a revelar se vai apoiar Benjamin Netanyahu, na formação do próximo governo ou tomar outra decisão.

Quando estiver com o chefe do Estado, disse Kahlón à imprensa local, vai «recomendar qualquer candidato que opte por uma via social».

Em declarações à edição digital do diário Yediot Aharonot, Kahlon disse: «Afirmei durante a campanha que Netanyahu e (Isaac) Herzog me telefonaram. Não deixei que a conversa prosseguisse. Estou à espera dos resultados finais. Falarei quando forem divulgados», disse ao meio de comunicação.

Já o Presidente do Estado de Israel, Reuven Rivlin, defende um governo de unidade nacional entre o partido direitista Likud e a coligação Campo Sionista.

«A decisão mais correta seria um governo de unidade, que seria um governo forte; porém, se os partidos não estiverem interessados, não se pode forçá-los a isso», indicaram fontes próximas do Presidente, citadas pelo diário Ynet.

Segundo estas fontes, Livlin «reconhece» e «entende» que o primeiro-ministro israelita e líder do Likud, Benjamin Netanyahu, «tem capacidade para formar uma coligação de governo muito rapidamente».