O procurador da Bélgica confirmou esta sexta-feira que Mohamed Abrini, o segundo homem mais procurado da Europa, suspeito dos atentados de Paris, foi detido. Foram ainda presas outras quatro pessoas. As autoridades acreditam que uma delas terá ajudado na construção das bombas utilizadas nos atentados de Bruxelas, a 22 de março, noticia a agência Reuters.

Após cinco meses em fuga, Mohamed Abrini, de 31 anos, foi apanhado no bairro de Anderlecht.

Mohamed Abrini, de 31 anos, com dupla nacionalidade, belga e marroquina, já era procurado desde os ataques de Paris, em novembro de 2015. Amigo de infância de Salah Abdeslam, Mohamed Abrini terá acompanhado os irmãos Abdeslam nas viagens entre Bruxelas e Paris, nos dias 10 e 11 de novembro, vésperas dos ataques à capital francesa que vitimaram 130 pessoas. Referenciado pelas autoridades por drogas e roubo, Mohamed Abrini esteve na Turquia em 2015 e, eventualmente, passou a fronteira para a Síria.

De acordo com a procuradoria belga, citada pelas Reuters, as autoridades estão a investigar a possibilidade de Mohamed Abrini ser o homem de chapéu e de casaco branco que surge nas imagens das câmaras de vigilância no aeroporto de Bruxelas junto com os dois bombistas suicidas. 

As câmaras de videovigilância mostraram Mohamed Abrini a prosseguir o percurso a pé rumo à estação central de Bruxelas, tendo deixado pelo caminho o casaco branco enquanto falava ao telemóvel.

O ADN de Mohamed Abrini foi encontrado no apartamento da rue Max Roos, em Schaerbeek, bairro de Bruxelas, depois das buscas realizadas a 22 de março, poucas horas depois dos ataques no aeroporto de Zaventeem e na estação de metro de Maelbeek. Foi do 5º andar daquele apartamento que saíram os dois homens que se fizeram explodir na capital belga.

Mohamed Abrini tornou-se num dos homens mais procurados da Europa após ter sido revelado um vídeo em que surge ao lado de Salah Abdeslam, numa estação de serviço, a 11 de novembro de 2015. O carro em que viajavam foi usada dois dias depois nos atentados de Paris.