A polícia belga deteve duas pessoas em Bruxelas, suspeitas de estarem a preparar atentados terroristas na capital da Bélgica. De acordo com o jornal Le Soir, os dois homens não têm qualquer ligação aos atentados de Paris.
 
A imprensa belga adianta que os suspeitos estariam a planear atentados “que visariam vários locais emblemáticos de Bruxelas e que seriam cometidos durante as festividades de fim de ano”. Vários mandatos de busca foram executados no domingo e na segunda-feira em Bruxelas, na província de Brabant e em Liège.
 
Seis pessoas foram levadas para serem inquiridas. Entre elas, duas ficaram então detidas, adianta o Le Soir.
 

“O primeiro é suspeito de liderar ameaças de atentados, de participação num grupo terrorista, na qualidade de dirigente e de recrutador, e de participação em atividades terroristas, como autor e coautor. O segundo é suspeito de ameaças terroristas e de participação em atividades de grupo terrorista, como autor e coautor”, explica a Procuradoria-Geral belga, em comunicado.

 
Ainda de acordo com a mesma fonte, não foram encontradas armas nem explosivos. Foi, contudo apreendido material informático e de propaganda do Estado Islâmico. Foi também apreendido material de treino militar.

Na sequência destas buscas e detenções, foi elevado o nível de alerta terrorista, de dois para três, em todas as esquadras de polícia de Bruxelas, sobretudo na esquadra principal,s ituada perto da Grand Place. O nível de alerta três deve manter-se pelo menos até à próxima semana. 

O ministro belga do Interior, Jan Jambon, detalhou o seu plano contra o terrorismo e a radicalização e deixou a mensagem de que a população deve manter-se vigilante, mas indicou que “não há motivo para pânico”.

O governante, citado pela imprensa, deixou uma mensagem: “sim, devemos permanecer vigilantes, a ameaça permanece. Não, não há motivo para pânico”.

O plano do governante passa por melhorar o acompanhamento e adotar uma postura de tolerância zero para combatentes estrangeiros, pela intensificação da monitorização das atividades criminais, pelo reforço da presença da polícia federal e pela luta contra redes de economia paralela.