A mulher deixou o filho na manjedoura e um presépio numa igreja de Queens, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, foi encontrada, na quarta-feira, pelas autoridades.

O procurador de Nova Iorque fez saber que, apesar da mulher ter deixado a criança sozinha, não vai ser acusada.
“Parece que a mãe, neste caso, pensou que o filho recém-nascido ficaria seguro na igreja e escolheu a manjedoura por considerar aquele o lugar mais quente”, de acordo com a Reuters.  

O procurador Richard Brown entendeu que este caso é justificável à luz do “teto seguro”, mesmo que a criança não tenha ficado à guarda de ninguém especificamente.

É que a lei do Estado de Nova Iorque permite que crianças não desejadas pelos pais sejam deixadas, de forma anónima, em igrejas, quartéis de bombeiros, esquadras de polícia ou hospitais, sem que seja aberto qualquer processo contra os pais. Contudo, a lei obriga a que a criança não seja deixada sozinha, pelo que, neste caso, quem o faz incorre num crime de abandono e alvo de processo judicial. 

As autoridades procuravam, desde segunda-feira, uma mulher, captada pelas câmaras de videovigilância, que entrou na igreja com um bebé e saiu sozinha. 

Nesse dia, o choro da criança chamou a atenção de um religioso que toma conta da igreja e que saía para almoçar. Embrulhado em toalhas, o bebé estava bem, mas ficou internado aos cuidados de um hospital local. 

Desconhece-se, todavia, agora que a mãe já não é anónima, qual o desfecho deste caso. Se o menino volta para a mãe ou se segue o caminho da adoção, à guarda do serviço de proteção e menores.

O pároco da igreja de Richmond Hill, Christopher Heanue, disse, antes, que “com certeza, que há um casal da nossa comunidade que gostará de adotar esta criança, uma bênção para a nossa comunidade. Seria um maravilhoso milagre de Natal”.