Uma criança recém-nascida foi salva pela polícia militar brasileira, sete horas depois de ter sido enterrada viva na propriedade da família na cidade de Canarana, no estado do Mato Grosso.

A mãe, de apenas 15 anos, e a avó, de 33, foram detidas pelas autoridades, com a mulher a dizer que a bebé, da etnia Kamayurá, tinha nascido prematura e morta.

O caso foi denunciado por uma enfermeira da Casa de Saúde do Índio à polícia, que se deslocou de imediato ao local. Foi também chamada a Polícia Judiciária Civil.

Quando chegaram à casa, na noite de terça-feira, a própria avó indicou o local onde a criança tinha sido enterrada. Os agentes começaram a escavar com as mãos e ouviram a menina chorar.

Não dá para descrever a sensação ao começar a cavar e ouvir o choro da criança. Deu um desespero para cavar ainda mais depressa, com as mãos, com cuidado. A bebezinha é tão pequenina, coube nas duas mãos. Tantas horas depois de enterrada, é um milagre”, descreveu o major João Paulo Nascimento, comandante da 5º Companhia, no comunicado divulgado na quinta-feira pela Polícia Militar de Mato Grosso.

A recém-nascida foi primeiro levada para o hospital municipal e, depois, reencaminhada para o Hospital Regional de Água Boa, com suspeita de duas fraturas na cabeça.

Hoje [quinta-feira] já tivemos notícias de que ela está bem, ainda que com insuficiência respiratória. A mãe M.P.T. e a avó da criança, T.K., foram detidas e estão em poder da Polícia Civil”, indicou, ainda, o major.

Ao contrário do que a avó disse à polícia, a recém-nascida nasceu de termo.

O pai da bebé, que não terá assumido a paternidade, também foi considerado suspeito.