Jeremy Clarkson, o apresentador britânico do conhecido programa de automóveis «Top Gear», volta a estar no centro da polémica e a ser acusado de «racismo». O novo episódio já levou a estrela da «BBC» a pedir «desculpas» publicamente, escreve o «The Guardian».

Durante um programa em que tem escolher entre dois veículos, Jeremy Clarkson canta a rima infantil «eeny meeny miny moe» que, numa versão politicamente incorreta, tem um verso «racista»: «Catch a nigger by his toe» («Apanha um negro pelo seu dedo»).

Muitas vozes já se levantaram a pedir que seja despedido pela BBC. Aliás, a cadeia de televisão britânica divulgou, mesmo, um comunicado onde explica que o apresentador já explicou «os contornos do triste episódio». E que lhe foi deixado muito claro «os padrões que a BBC espera dos programas que coloca no ar e não só». No comunicado lê-se ainda que Jeremy Clarkson ficou ciente «da forma séria como a questão foi encarada» pela estação de televisão.

Em Abril, o jornalista e apresentador resolveu chamar ao seu novo cão Didier Dogba. Um nome muito parecido com o de um jogador da Costa do Marfim que jogou muitos anos na Liga Inglesa: Didier Drogba.

No seu pedido de desculpas, divulgado em vídeo, Jeremy Clarkson garante que na rima «racista» apenas fez sons com a boca para não dizer a palavra «negro», mas admite que, depois de ouvir a gravação, a palavra é percetível. «Foram feitas três gravações» explica, acrescentando que tudo fará para que seja utilizada, no programa, uma que não possa ser mal interpretada e pede «perdão» a todos.

No entanto, quando saíram as primeiras notícias sobre este assunto, Clarkson negou de forma veemente as acusações.

Até o gabinete do primeiro-ministro britânico, David Cameron, amigo pessoal do apresentador, condenou o uso da palavra, acrescentado que o PM «nunca a usaria».